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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Game of Thrones.

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- Me indica uma série...
- ... E tem Game of Thrones, que eu nunca vi, mas é de época e tem muita nudez.

Quando eu li, fiquei meio perplexa. Há sete meses eu conheci alguém. Era em abril, quando passa Game of Thrones. Minha série preferida. Eu disse várias vezes, certamente. Indiquei, mandei baixar, sugeri maratona quando ele estava com o pé doente. Pedi até mesmo, em um ato de desespero, pra ele baixar pra mim. Mas ele me indicou ver Game of Thrones, como se nada disso tivesse acontecido. Ah, também falou de House of Cards. Sendo que qualquer pessoa que minimamente me conhecesse saberia que meu raciocínio não capta essa série. Eu já tinha dito isso, inclusive. Lembro bem. 
E a nossa última conversa havia sido sobre não sermos vazios e não nos conhecermos bem. Eu fiquei pensando que era uma bobagem ele não saber sobre isso - que eu adorava Game of Thrones. Ninguém é obrigado a se lembrar de toda conversa que já existiu. Mas isso era significativo - pra mim. Fiquei pensando que eu poderia…

Light.

Eu quis dizer: - Tia, chega de a vida ser light! Chega de um amor light, uns beijinhos lights, uns agarrados lights! Light é algo que não é intenso. Por que querer que a vida não seja intensa, ainda mais quando já se viveu o bastante para saber que as coisas não voltam? Quer dizer, o tempo não volta. Ele só vai para a frente. Um relacionamento light, com um ex-namorado. Por que, então? Se não é para ser, que não seja. Mas não que seja pela metade. Light. Se a gente se encontra e gosta, que seja verdadeiro, real, algo que possa mudar alguma coisa. Se for para ser a mesma pessoa, que nem seja. Que seja forte, que o coração bata forte, que exista vontade de amar. Ninguém se força, claro. Mas que seja viver. Que a gente se doe com coragem, que a gente não fique pensando em como pode fracassar. Que a gente queira aproveitar nem que seja um dia, uma noite, uma semana, um mês. Mas por inteiro, não só um pedaço ou uma metade. Completamente.