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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Feliz Ano Novo!

Pensei em escrever alguma coisa, sonhei com algumas palavras, mas aí achei uma coisa que eu teria escrito também ( se eu fosse o Dummond). Eis :


RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegrama?). 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar de arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto da esperança 
a partir de janeiro as coisas m…

O ano termina...

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Fim de ano é sempre aquela coisa não é? Mil planos pro ano novo, a gente fica avaliando o que fez de errado, o que aprendeu, o quanto cresceu no ano que passou. E todo ano é a mesma coisa, pelo menos desde que eu comecei a ter capacidade pra entender que à meia-noite dia 31 de dezembro acontecem muitas coisas. E que não é como uma mágica, deu meia-noite, e a gente virou outra pessoa, mas que é um processo, e que dura o ano todo. Essa questão de ano eu acho que é só um marco temporal, uma coisa que criaram pra gente se organizar, pra sabermos nos encontrar no tempo, pra recomeçarmos uma nova vida, quem sabe. Pra sermos diferentes.
2010 foi um ano marcante pra mim. Aconteceu tanta coisa que não caberia em um post, nem em canto nenhum, nem eu lembraria ou conseguiria contar tudo. Nem ia querer contar! Acho que foi assim O ano da mudança. Tudo que aconteceu comigo me fez crescer, me fez aprender muita muita coisa. Eu vou ficar eternamente grata a este ano.
Grata por tudo que eu vivi, por …

com orgulho e com sorriso.

Então parou de chorar, enxugou as lágrimas e decidiu-se por ir à luta. Não, não deixaria essa chance passar. Agarraria com unhas e dentes. Porque eram poucas as coisas das quais ela tinha certeza. E essa era uma delas. Não perderia.
E fez tudo o que pôde, e fez até mais do que podia. E mais do que devia, e mais do que esperava dela mesma que fizesse. Mas fez e ficou orgulhosa do que tinha feito. Porque sempre desistia no começo, porque sempre era pessimista e porque nunca arriscava. E havia dado o seu melhor. Mesmo que não conseguisse, dessa vez, não se arrependeria. Não olharia pra trás, não pediria silêncio, não choraria um rio de lágrimas.
Bateu no lado esquerdo do peito e ficou feliz por ter dado ouvidos ao seu coração, ficou aliviada por ter feito, uma vez na vida, o que tinha vontade. Sem ouvir conselhos e sermões, sem pensar nas consequências, ignorando a razão.

sonho.

Como se eu tivesse sonhando, e acordasse sem acreditar que tinha sido sonho. E sonhasse sem acreditar que era realidade. Sem conseguir saber se era sonhou ou se era real. Se era verdade ou se era mentira. Se era mesmo tudo ou se não era nada. Como se tivesse naquela névoa de sonho, e eu não pudesse entrar lá e mudar alguma coisa. Eu só podia olhar. E querer que fosse verdade e querer que fosse só sonho mesmo. Mas aí era real. Ou não era?
Eu acordei e não descobri. E fiquei sonhando... acordada.