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Mostrando postagens de Março, 2011

Tentei.

Tentei de todas as formas
Dizer o que aqui digo Carta, mensagem, telefonema E não consegui.
Essas tentativas inúteis e frustradas Só me dizem cada dia mais Que eu pare de tentar.
Tudo será em vão  O destino é que diz não. E que destino maldito é esse?  Que não quer nem que eu tente.
Se ontem ele dizia sim,  Por que hoje diz não? Por que ele viu que não vale a pena? Ou por que soube que eu não vou conseguir?
E quer que eu pare.  Penso eu, que ele quer me poupar De tanto achar uma coisa E sempre acontecer outra.
E, se eu mesma não me poupei, Ele quer fazer esse trabalho por mim Eu devo, então, ficar agradecida? Ou me indignar com essa intromissão?

frio.

Pegue sua frieza e guarde para você. Eu não preciso dela, muito obrigada. Aqui já é frio o suficiente.

pais e filhos.

De vez em quando, dá uma raiva da preocupação que nossos pais têm com a gente. Vontade de fugir e arrumar um jeito de viver às próprias custas, mas, aí, a gente percebe que pais (no meu caso, mãe) são assim mesmo e que, depois de toda a briga e das palavras mal ditas, nós temos laços que nunca vão se romper. Bom, e o que seria de nós sem nossos pais? Sem eles pra fazerem distinção do certo e do errado, do bom e do ruim, do que vai nos prejudicar e do que vai nos fazer bem... Nada, não seríamos nada. E é muito ruim você ter sempre uma rédea no corpo, que é puxada de vez em quando, quando eles dizem, volta aqui, não faz isso, que não está certo. E eu digo : - eu não posso saber o que é certo para mim? Eu não posso escolher? Não, não posso. Porque eu tenho 18 anos, e minha mãe tem mais de 4 décadas de vida. Ela  sabe. Eu posso até querer saber e posso, aliás, devo, de vez em quando, fazer minhas próprias escolhas, afinal, a vida é minha. Só que é egoísmo querer passar tanto por cima das …

Essa dúvida.

Ah, se eu soubesse
Descrever esse sentimento
Eu diria com todas as letras o que é

Se eu pudesse, pelo menos, entender
O que está aqui dentro
Nesse lugar obscuro
Nesse espaço inseguro

Então, eu diria,
E você aceitaria
E me entenderia
E, finalmente, não duvidaria

Mas como eu não sei dizer
O que parece até patético
Parece uma inverdade
Dou-te, mesmo, motivos pra duvidar

E, embora não os aceite,
Embora os repugne
E olhe para você com tristeza
Por duvidar de mim
Eu vos dou motivos

Motivos que eu nunca quis
Que sempre rejeitei
Mais motivos eu tive
E nunca duvidei

Por isso, esse meu sorriso amarelo
Essas poucas palavras
Esse, até, desrespeito

É porque não posso mudar nada
E esse nada também não tem nome
É diante dessas incertezas
E falta de nomes
Diante desse não sei o que
Desses desencontros
Que eu me esquivo e me escondo
Que eu peço tanto
Não duvides mais

Pois esta culpa me consome
Esse medo me assombra
Essa incerteza me destrói
Só porque não sei dizer
Porque não sei do que preciso para nã…