O passado.

Às vezes, o passado corrói a ferida já corroída, mas querendo não tê-la causado. Vem de súbito, que é inesperado, alastrando-se aos quatro ventos pelas avenidas da alma. Vai-se querendo ser presente e aproveitando-se daquela nossa mania de gostar do que já passou. Chega querendo-se repetir, embora saiba que nada acontece da mesma forma que antes.  Mas vem imperioso, feito o Rei do destino, tendo ciência de que é ele que constrói a história, mas esquecendo que o presente pode ser escolhido, e é este que dá forma ao futuro. Quer ditar o que vai acontecer por ora, mas não tem mais vida no presente, e ali ele fica, flutuando no ar, sem saber onde se encaixe, porque, afinal, já passou...  

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