Vazio.

Eu preenchia meu tempo com palavras, com leituras, com pessoas. E o vazio só se tornava maior, impossível de ser preenchido com tudo isso. Porque o espaço é seu. A foto na parede que eu arranquei e guardei na gaveta (não joguei fora) não pode ser substituída por outra, porque o lugar era da nossa foto. Eu e meus avós, eu e meus pais, eu e meus primos. Mas não tem mais eu e você. Todas as opções de preenchimento são inúteis, impensáveis, inviáveis. Se eu, antes, era vazia, lembro quando você me disse: - você me completa, eu fui preenchida de amor, e agora ficou tudo muito pior, muito mais amplo dentro de mim, como se fossem recintos e recintos desabitados. 

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