questão de sonhos.

Só não sabia dizer o que era. E pensava, pensava... dia após dia, hora após hora. Dormia pensando, acordava pensando.  Se era isso, se era aquilo, se sabia, enfim, o que era. Coisa mais complicada era descrever o que se sente. Pior ainda era ter que descobrir o que tinha dentro de si para poder contar para alguém. Como queria ser entendida, se nem mesmo se entendia? Se pensava uma coisa, depois outra, se queria deixar para lá, mas também queria persistir. Qual era o problema, afinal? O que tinha? Ou era mais questão de o que não tinha? Ou de  o que queria ter? Ou não queria ser? Ou queria ser? O que era aquilo? Uma falta de paz, de descanso, de sossego. Uma agonia, uma vontade de descobrir algo que definisse aquilo. Uma vontade de que, quando chegasse a hora de ter que falar, saber dizer, saber se fazer  compreendida, saber definir exatamente o que queria e o que sentia. Mas nem sabia o que queria nem sabia o que sentia. Muita coisa junta, muito sentimento junto, muito pouco tempo... Queria mais tempo, mas não queria desperdiçar o tempo.

Era questão de sonhos. Era sempre uma questão de sonhos não realizados. Era sempre uma vontade incessante de querer que se realizassem. 

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