velho sonho.

Estava no meio de um sonho. Via um rosto conhecido e uma voz conhecida, via uma ilusão conhecida, uma tentativa de explicação conhecida. Mas vi algo novo : uma vontade de não querer ouvir nem querer ver, coisa nova, muito nova. Aí eu acordei. e, há um tempo,  acordava e tinha raiva de quando esses sonhos conhecidos findavam rapidamente, queria ficar sonhando a mesma coisa a noite toda, passava horas e mais horas tentando reconstruir o sonho, voltar para ele, mas, hoje, fiquei aliviada, abri muito bem os olhos, passei tempo suficiente acordada, até que a lembrança do sonho se apagasse, e minha imaginação não fosse capaz de completá-lo. Até que eu não lembrasse mais do que me fez não querer mais sonhar.

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