Marcelo acordou com uma sensação diferente,com um pensamento novo,com uma nova opinião sobre seu namoro. Ultimamente,ele e Vanessa estavam brigando muito. Todos os dias,ao ir pegá-la, uma nova briga. Tantas vezes, começavam a discutir por causa de besteiras. Ele era culpado também de iniciar a briga,ele admitia que era responsável pela forma desagradável como aqueles dias passavam. Ela não brigaria sozinha se ele soubesse contornar a situação, ela não ficaria falando sozinha se ele buscasse um modo de fazê-la parar de falar. Mas não,ele continuava a arranjar motivos,mesmo que de modo inconsciente,para que eles brigassem. Não ligava,dormia muito,tratava Vanessa diferentemente do normal,às vezes,até falava com ela de modo grosseiro ou com má vontade. Ele a amava e sabia disso há muito tempo,desde passados alguns meses de namoro. Sabia que ela o amava também e,acima de tudo,preocupava-se demais com ela,com o que fazer para que ela não ficasse magoada e para que ela sempre se lembrasse d...
No período naturalista,cosmológico,pré-socrático,enfim,como queira chamá-lo, existiu um filósofo chamado Anaximandro de Mileto (ele não é parente do Tales dos teoremas,só foi-talvez-discípulo e eram da mesma cidade-Mileto). As preocupações daquele período eram sobre,digamos assim,a origem do universo. Eles inventaram um nome,precisamente,foi o Anaximandro que começou a chamar de princípio,ou,mais lindamente,arché. O Tales dizia que esse princípio era a água,porque a água está presente em tudo,tudo é úmido , fulaninho dizia que era o ar (ainda não cheguei nesse,por isso,não sei qual foi),cicraninho,o num sei o que.. Só sei que o nosso querido Anax. disse que o infinito(apéiron) era o princípio, a quantidade infinita da matéria. E ele falou de uma tal de separação : A substância infinita é animada por um eterno movimento,em virtude do qual se separam dela os contrários, resumidamente ,mais ou menos assim. Ora,se não é disso que o mundo é feito,de uma constante separação. Claro que é! A ...
Fingir é esconder perpetuamente a causa. Esconder debaixo do tapete a sujeira, porque não se quis pegar uma pá, quando seria tão mais lógico, já que continua tudo ainda muito sujo, só acumulando em outro lugar. Mas eis que é tão necessário, vez em quando, agir desses modos. A gente sabe que não se pode ir mostrando tudo de uma vez, ou mesmo aos pouquinhos, deve-se demorar. Até quando? Quem foi que disse mesmo? Ou pegar um utensílio e ficar varrendo pó para dentro dele, pois que tão mais conveniente é só esconder e pronto. Alguém viu? E se o fingimento vira a realidade, sem nem perceber? Ou se é tarde demais para parar de fingir? O que dizer quando virem todo o lixo ali junto? Ainda dá para varrer, ou agora o tapete está sujo também? E mandam lavá-lo. E não faça mais isso, moça. Tem jeito, então, só ter preguiça e não buscar a pá. Problema é aquele outro de que falei primeiro... quando não tem como reverter, e a causa ficou tão bem escondida, de propósito, que até se perdeu, sem querer...
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